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Em Nome do Pai! Éééégua! PeloAmordeDadá,aonde está o Carlinhos Oliveira e a crônica “O amor começa”? Não quero saber desse fuxico “O amor acaba numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio...” Eu,graças a Deus,não tô nem aí, nem aqui.Estou indo muito bem.Felizmente!Comprei uma bicicleta, emprestei meu livro do Mia Couto com o conto “A Fogueira”, mas não conto. Perdi meus óculos escuros italiano que comprei em 6 pesadas prestações.Mas não vou mais precisar.Não tenho mais lágrimas pra esconder.Só uma saudade que dá vontade correr riscos. Hoje eu vou falar do amor incondicional. Pai e filha.Francisco Clodoaldo, vulgo Chico da carroceria, meu pai era um perdido. Um ilustre perdido na humanidade vária e numerosa. Há quem diga que a ida dele ao cinema inspirou os nomes das filhas: Emmemeirejanes, Leyna Mara, Lysley, Darcimeire, Lorena Moema e etecétera(outra filha,provavelmente!) Talvez vingança pelo ‘ C-l-o-d-o-a-l-d-o’. Véio Chico foi minha maior descoberta humana.A redundância do belo: trabalhador,raparigueiro de marca maior e frequentador assíduo do cabaré “Pau Num Cessa”. Gostava de fazer amigos. Nunca pagou pra comer uma puta.Se estivesse vivo hoje, nesses tempos de desejo fast food , daria 300 "real" pro táxi e diria: “Taí minha nega,compre alguma coisa que você goste!”. O cabra era saliente! E a parede do banheiro do 'Pau Num Cessa'? É expressamente proibido cuspir no chão,limpar o pau na cortina e matar muriçoca na parede!” Uuuuuuui! Já mais pra de tarde do que pra de manhã, véio Chico foi ao médico.E o Dr. Sebastião: “ Seu Chico, o quê o Senhor tem?” “ É por isso que eu estou aqui.Quero descobrir”. “ O Senhor bebe?” “ Só duas horas: de dia e de noite.O Doutor tem uma dose aí? “ Mas o quê o Sr. sente? “ Uma dor na perna direita.” “ Quantos anos o Senhor tem?" “ Quase 70!” “ Ah,Chico,isso é coisa da idade”. “ É não doutor.A perna esquerda tem a mesma idade da perna direita e tá boazinha”.Viiiixe! Muitos anos depois,véio Chico diabético,teve que amputar a perna.Encontrou o tal médico Sebastião: “Ô Chico, tu perdeste a perna?”. "Ô rapaz e acho que não vou achar nem tão cedo. E cá pra nós, pra quê que eu queria aquele horror de pernas? Eu tava era confuso com aquela fartura de perna..." Quanto azul espoca em minh’alma agora? E nos olhos de Maria da Penha, minha mãe? Ela sabia como meu pai era e gostava dele mermo assim.Tampouco soube quem foi Mário de Andrade mas conjugou o verbo intransitivo AMAR,sem precisar de complemento, até o fim.Já chega.Fui! Beijos intermináveis no céu da boca dos meus 69 leitores.Cariño DáDáDá,uma das filhas de Francisco. Escrito por Dadá Coelho às 03h07 [] [envie esta mensagem] | ||||||||||||