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Meu Nome não é Emmemeirejanes! Ééééégua! Nãããão,meu nome não é Emmemeirejanes! Fim de ano.Estou um mix de Penélope esperando Ulisses e uma rapariga de soldado.Verrugas na alma, estrias no juízo, fuego na venta, lágrimas no sovaco, frieira no pé do ouvido, caruncho nos cílios e rachaduras no calcanhar daquilo. Toda a família me aguarda febrilmente pras festas de fim de ano. E pobre quando acha um ovo, é gouro! Maria da Penha, minha mãe teve 13 filhos. Quando a gente adoecia, ela estrebuchava: “Essa menina nem morre, nem deixa os zoutros-dormir.” Dos treze, onze vingaram. A vingança começa nos nomes.Meu pai Francisco Clo-do-al-do, revoltado com o próprio nome, foi ao cinema com a minha mãe e ouviu o diálogo: − What’s your name? − I Am Mary Janes. Invocado com aquela conversa,ao chegar em casa, comeu minha mãe e vaticinou: Vai ser uma menina.Vamos chamá-la que nem a moça do filme: Emmemeirejanes. Assim mermo: E-m-m-e-m-e-i-r-e-j-a-n-e-s! A pobre nunca teve sossego.Desde a chamada de presença na escola, quando a professora se engasgava com a ruma de ‘M’, ao fim do casamento motivado pelo cansaço do marido que não aguentava mais perguntar: Emmemeirejanes, foi bom pra você? Leyna Mara Foi criada por tia Socorro, no interior do Ceará.Quando ia passar férias com a gente no Piauí, meu pai comprava uma saca de tapioca e ela vivia na beira do fogareiro fazendo beiju.Vive até hoje duplamente chateaaaada! Lysley A primeira Lysley não vingou.A segunda vive casada com Raimundo Nonato.Quando Lys não tá pensando em sexo, está fazendo-o. O casal abriu uma agência de viagem “ROLA EM TUR”. Raymundo Cláudio Deixava de ir à escola pra botar galo pra brigar.Tarado por rinha de galo, outro dia advertiu Alzenir, sua esposa: Óia, essa casa, eu construí foi pros galos, tu mora aqui de favor! Raymundo Zungão já comprou até o galo que vai servir como enfeite do próprio caixão. Doralyce A peixa colorida!Mal diagramada.Um acidente geográfico.QDQQ (Quem Diabo é Que Quer?!).Não arrumava nem pro cigarro.Perdeu o cabaço na derradeira muda pra cair o pescoço: aos 30 anos de idade.Mas a galega tá feliz.Encontrou Jesus e ele estava NU! LEYLA É toda queimada de café quente.Tudo por conta de uma garrafa térmica que a minha mãe comprou em pesadas prestações no Armazém Paraíba. Pra não quebrar a garrafa nova de café, que carregava debaixo do sovaco, nega Leyla optou por se queimar.Até hoje tem o mapa-múndi tatuado no braço. Darcimeire A pessoa pra dá certo já é difícil e com um nome desses então,viiiixe. Abreviei meu nome pro verbo DAR. DáDáDá. Não, eu não vou desenvolver! Elyzângela Meio-dia.A dentadura descansava num copo CICA.Mãe lavava a trouxa de roupa suja no girau.Barroada de carro com a Elyzângela.Ensaboada numa anágua,ela saiu desembestada gritando no sol quente: E de quê foi? Ô meu Deus, cadê minha filha? Camilo, nosso vizinho cintura de pote,respondeu friamente: Foi nada não, Dona Maria. Sua filha, rachou só a cabeça! Racharam teus chifres, corno manso.Todo mundo na cidade sabe que tu é corno e ninguém nunca teve coragem de te dizer, pois agora eu te digo: É corno sim! Vai te lascar pra lá, filho da P*&%! E Elyzângela lá, estatelada no meio da rua... Jayro Não quis estudar.Na lousa,a professora escrevia e pedia pra ele soletrar: GA-LO! Ele reproduzia: F-R-A-N-G-O! Bebe que perde a linha, o anzol, o peixe. De tão embriagado nunca sabe o que passa. Outro dia, ele bebeu tanto que ficou com a chave da porta pendurada no vácuo.Dizia que o mundo tava rodando e ia esperar a casa lá de casa passar. Lorena Moema Mãe deu um banho com caco de telha em Lorena M-o-e-m-a (Óia a sonoridade desse nome!). Mas não percebeu que a mancha no joelho não era sujo não, era um sinal de nascença. Esfregou tanto o caco de telha na menina que o sangue escorreu. A cicatrizona tá lá no corpo da coitada.Uma des-graça! Lucélya O Jayro espancava a Lorena Moema.Na tentativa de defendê-la, Lucélya jogou uma pedra que afundou a moleira do Jayro.Quando o sangue jorrou e mãe viu o menino agonizando,gritou: ”Assassina”! Assustada, Lucélya botou a cabeça do Jayro dentro de uma cuia e começou a bater levemente com um pau... Reza a lenda que o som emitido da cuia reanima os animais. Com o Jayro,acho que não deu muito certo não. PS: Essa postagem é uma ho-menàge ao genial Selton Mello,pela irretocável atuação no filme Meu Nome não é Johnny! E que venha o filme FELIZ NATAL! Feliz Natal pra todos os meus 69 leitores. Beijos Apocalípticos na minha Família de Pedras.Pode botar água na sopa, que eu tô chegando pra provar fuxico. DáDáDá Escrito por Dadá Coelho às 23h13 [] [envie esta mensagem] | ||||||||||||