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Nêgo:um comentário que virou postagem! Ééégua!Estava eu lá pras bandas do Maranhão. É engraçado quando voltamos prum lugar que não é mais o lugar, é outro. Lá,não tive vontade de escrever nem a lista do supermercado. Quiçá por sauDAde de mim ou quem sabe pela ausência da cidade desenhada nas palavras do francês Gilles Lapouge: Hoje São Luís é uma das jóias do mundo. Como Veneza a cidade flutua sobre os séculos entre a imortalidade e a metamorfose. Em certos momentos é uma cidade industrial, realista. Obcecada pelo futuro. Em outros instantes, quando o céu é todo dourado, é apenas uma residência de espectros. Onde se anda pé ante pé...Como se anda num sonho. De volta ao Rio de Janeiro, dou de cara com esse veneno: Nêgo. Nosso romance é feito de janelas: platônico-arquitetônico. E só se justificaria, segundo Augusto Cassas, se eu tivesse longas tranças. Pois bastaria apenas fazer um curso de alpinismo por correspondência e diminuir de peso. Mal me quer. Bem-me-quer! Existem os encontros inevitáveis e os desencontros previsíveis. Comigo e Nêgo foram as duas coisas ao mesmo-tempo-agora. Viver é um troço perigoso. O amor é raro. Sexo bom é o que deixa saudade na boca do juízo perdido. Algumas pessoas não se repetem. Mas o que posso fazer, se Nêgo tem o perfil Vale do Rio Doce do afeto? Prefere bater ponto. Um burocrata da existência no sentimento mais nobre?... O.K!Gosto um tantão de Nêgo, mas gosto mais de mocotó e sarrabulho. Rapunzel e Penélope são projetos "Zero Boi". No entanto,na vaquejada do amor, todo controle é remoto! Esses dias,num dos nossos encontros-desencontros, lasquei três paralelepípedos com farinha d'água goela abaixo. Sinto-me desconfortável nesse vestido afetivo que eu teci pra mim. Mas tudo passa, até o ferro de engomar. Viva os Bigs Bands subterrâneos do amor! Muita alma nessa hora,né Vinha?! Espia aí o comentário que virou post e bota a música dos Aviões do forró: “Chupa que é de Uva. Senta que é de Menta Lambe que é de Manga!” “Dadá: desde que nos achamos no esbarro e vivemos nossos bigs bangs, tenho me achado tudo, até meio viado. Só você explica essa onda, que até outro dia me envergonharia: ficar todo prosa, tentando fazer poesia. Escuta, minha deusa, minha puta. Quando te falo, logo me vem a música: a tal da “musa única” que une e pune a poesia. Quero te escrever como quem trepa. Com afeto, fúria e ourivessaria. Com vontade e sem pecado. Com apetite e sem preparo. Fazendo comum o que é raro. Juntando na mesma receita, o que não pode com que o que não se aceita. Beijos nas suas bocas, que são nossas bucetas. Teu Nêgo Escrito por Dadá Coelho às 17h47 [] [envie esta mensagem] | ||||||||||||